Dr. Fabio Sabbag

Tratamento para retinopatia diabética

Tratamento para retinopatia diabética

A gravidade e o tipo de retinopatia diabética do paciente são os fatores determinantes para a forma de tratamento da doença, que deve sempre ser orientada por um oftalmologista.

Nos casos da não proliferativa, estágio menos grave da complicação ocular, o médico pode optar apenas por vigiar a evolução do problema sem fazer qualquer tipo de tratamento específico. Muitas vezes pode ser necessário intervenção com laser ou injeções.

Já nos casos da proliferativa, geralmente, é necessário fazer cirurgia, tratamentos com laser ou injeções intra vítreas para eliminar os novos vasos sanguíneos que estão se formando no olho ou para parar um sangramento, caso esteja acontecendo.

É extremamente necessário que o paciente também mantenha o tratamento adequado da diabetes para evitar o agravamento da retinopatia.

Indicação de tratamento

O tratamento é indicado em três principais casos: se a doença atingiu o centro ou mácula da retina; se causou o surgimento de novos vasos sanguíneos anormais; ou se danificou severamente a visão periférica ou lateral.

Quando diagnosticada, a doença deve ser tratada com seriedade para que não aconteçam danos permanentes à visão.

Tipos de tratamento para retinopatía diabética

Os tratamentos disponíveis para esta complicação visual incluem medicamentos que podem ajudar a retardar a perda de visão causada por esta complicação, além de cirurgia e tratamentos com laser.

Medicamentos: Em alguns casos, injeções de um medicamento anti-VEGF (que contém um fator de crescimento vascular endotelial) ou o uso de um medicamento anti-inflamatório podem ajudar a encolher os novos vasos sanguíneos que se desenvolvem com a doença.

Também é possível aplicar esteróides diretamente no olho ou fazer um implante no olho, como o Ozurdex, que pode liberar pequenas quantidades de corticosteróides ao longo do tempo para suavizar os danos causados na retina.

Cirurgia: A remoção cirúrgica do gel vítreo, procedimento chamado de vitrectomia, também pode ajudar a melhorar a visão se a retina não tiver sido gravemente lesionada.

Geralmente, esse procedimento é feito quando há um sangramento ou hemorragia vítrea ou um descolamento da retina resultante da formação de um tecido cicatricial grave.

Tratamento a laser: Chamado também de fotocoagulação, é muito eficaz na prevenção da perda de visão e, em alguns casos, pode até reverter a perda da visão se for feito antes da retina ser gravemente danificada.

Nesse procedimento, a luz de laser emitida é absorvida pelos pigmentos do fundo de olho. Com isso, as áreas da retina afetadas serão cauterizadas e novos sangramentos serão impedidos, assim como o progresso da doença.

O tratamento leva à cura?

A doença não tem cura, pois os danos já causados não podem ser totalmente reparados. Porém, é possível tomar os cuidados indicados pelo médico oftalmologista e fazer o tratamento adequado para evitar e retardar a perda de visão futura.

Ao diagnosticar a retinopatia diabética no início, evitam-se os danos mais graves, daí a importância de realizar exames oftalmológicos regularmente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em Curitiba!

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DMRI: Causas e Fatores de Risco

DMRI: Causas e Fatores de Risco

A principal causa da degeneração macular relacionada à idade é o envelhecimento, que provoca a perda de vitalidade das células da retina. A DMRI atinge principalmente pessoas de pele clara e com mais de 55 anos de idade.

O início do problema e a gravidade sofrem influência da exposição ao sol, tabagismo, hábitos nutricionais e associação com doenças metabólicas e circulatórias, como diabetes e hipertensão arterial.

Causas

As causas da complicação ainda não são conhecidas. Sabe-se que com o passar da idade acontece uma degeneração que afeta diretamente a mácula, região central e mais nobre da retina, responsável pela captação de imagens centrais e detalhadas que permitem às pessoas enxergar tudo o que está a frente, além de possibilitar a visão de cores.

Uma das possíveis explicações para o problema é devido a depósitos de restos celulares no fundo do olho, que formam as drusas (espécie de “cristais” no fundo do olho). Essas iniciam um processo degenerativo, porque destroem os fotorreceptores presentes na retina.

Os fotorreceptores, por sua vez, são responsáveis por transmitir a imagem captada em forma de luz, via sinais elétricos para o cérebro, desta maneira a falta desses receptores prejudica a visão, levando à cegueira.

Fatores de risco

Pode ser desencadeada por uma série de fatores genéticos, metabólicos e ambientais.

A exposição excessiva à radiação solar está associada ao desenvolvimento deste processo degenerativo visual. Indivíduos de pele e íris mais clara estão mais vulneráveis à DMRI.

Fatores genéticos e hereditários, dieta rica em gorduras e doenças cardiovasculares, também estão relacionados às causas dessa patologia.

Outros fatores de risco determinantes para o surgimento incluem:

  •        Fumar: O tabagismo duplica o risco de desenvolvimento da complicação visual.
  •        Raça: É mais comum entre brancos do que entre afro-americanos ou hispânicos e latinos.
  •        História familiar: Pessoas com história familiar têm risco aumentado desenvolver o problema.

Pele clara

Pessoas de peles e olhos claros são mais suscetíveis à degeneração macular relacionada à idade. A explicação se dá porque elas têm menor proteção aos raios ultravioleta e a exposição excessiva à radiação solar pode favorecer o início da complicação.

Isso significa que tal grupo precisa adotar com ainda mais afinco algumas medidas preventivas. O uso de óculos escuros de marcas confiáveis, com proteção aos raios ultravioleta, e a utilização de bonés chapéus de abas largas, principalmente em locais de exposição solar intensa, como na praia ou na piscina, são fundamentais.

Prevenção da DMRI

A degeneração macular ocorre com menor frequência em pessoas regradas e que adotam um estilo de vida saudável. Tais atitudes reduzem o risco de aparecimento de DMRI, ou retardam a progressão do problema.

Por isso, para a prevenção também é importante:

  •        Exercitar-se regularmente;
  •        Manter os níveis de pressão arterial e colesterol normais;
  •        Manter uma dieta saudável rica em legumes, fruta e peixe.

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12 principais causas para cegueira

12 principais causas para cegueira

A cegueira é uma condição caracterizada pela perda da habilidade de enxergar, mesmo com a melhor correção, seja com uso de óculos ou lente de contato. Pode ser de dois tipos: reversível ou irreversível.

Pode ocorrer desde o nascimento e, nesse caso, é chamada de cegueira congênita, ou ainda ocorre mais tardiamente, denominada então de cegueira adventícia ou adquirida.

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, estima-se que existam 37 milhões de cegos no mundo. 82% das pessoas que vivem com o problema têm mais de 50 anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Pacientes diabéticos, hipertensos, com alterações na tireoide ou artrite reumatóide devem prestar especial atenção à saúde dos olhos, mantendo consultas regulares com o oftalmologista.

Decorrência

Privação congênita ou perda – parcial ou total, transitória ou permanente – da visão, a cegueira pode decorrer de lesão no próprio olho, nas vias ópticas ou nos centros nervosos superiores, com causas diversas, desde traumas oculares até doenças congênitas.

Pode ser proveniente de:

  •     doenças infecciosas (tracoma, sífilis);
  •     doenças sistêmicas (diabetes, arteriosclerose, nefrite, moléstias do sistema nervoso central, deficiências nutricionais graves);
  •     traumas oculares (pancadas, ação de ácidos);
  •     causas congênitas e outras (catarata senil, glaucoma, miopia maligna).

Cegueira reversível

Neste caso, o problema pode ser transitório, quando ocorre a perda da habilidade de enxergar apenas por um intervalo indefinido de tempo. Neste caso, a pessoa acometida pela complicação pode voltar a enxergar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 75% dos casos de cegueira no mundo são tratáveis ou preveníveis. Por isso, ir ao oftalmologista regularmente é uma das melhores formas de prevenir doenças que causam o problema de visão.

As principais causas reversíveis são:

  1. Catarata: afeta o cristalino, considerado a lente natural do olho. Acomete principalmente pessoas com mais de 60 anos.
  2. Opacidade da córnea
  3. Tracoma: conhecida antigamente por “dordolho”, é uma doença inflamatória causada pela bactéria Chlamydia trachomatis;
  4. Descolamento de retina: reversível se operado com urgência
  5. Enxaqueca: causa perda parcial ou visão de pontos luminosos

Irreversível

Existem também a definitiva, quando a condição se torna permanente e irreversível. As principais causas irreversíveis são:

  1. Glaucoma avançado: afeta o nervo óptico. É a maior causa de casos de perda de visão no mundo;
  2. DMRI (Degeneração Macular Relacionada à Idade): pode ser ocasionada pelo aumento da idade, fumo, obesidade e histórico familiar. Afeta a visão central.
  3. Retinopatia diabética avançada
  4. Deficiência de vitamina A (principalmente em crianças)
  5. Neurite óptica: inflamação no nervo óptico
  6. Ambliopia: popularmente conhecido como “olho preguiçoso”;
  7. Derrame cerebral (AVC), retinite pigmentosa e tumores são outras causas menos comuns.

Diagnóstico

Em todos os casos, para diagnosticar a cegueira o oftalmologista realizará testes de acuidade visual (clareza de visão), biomicroscopia, exame de fundo de olho, medida de pressão intraocular e em alguns casos, exame de campo visual para avaliar visão periférica.

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Quais são os tratamentos para DMRI?

Quais são os tratamentos para DMRI?

Atualmente, existem tratamentos capazes de barrar a progressão da DMRI e, em alguns casos, até recuperar parte da visão perdida.

O tratamento varia conforme o tipo da degeneração macular relacionada à idade. Para a DMRI seca são utilizados antioxidantes, responsáveis por retardar a progressão da doença. Também é possível contar com o auxílio de óculos especiais, que permitem que o paciente volte a conseguir ler.

Já para DMRI exsudativa, costumam ser oferecidos antiangiogênicos, soluções terapêuticas administradas a partir de injeções intraoculares.

Tipos de tratamentos disponíveis

  •     Suplementação com vitaminas: pode reduzir a chance de progressão da forma seca para a úmida;
  •    Terapia anti-VEGF (Ranibizumabe ou Bevacizumabe): é realizada a injeção de medicações para bloquear o crescimento dos vasos anormais no fundo do olho. São necessárias pelo menos três aplicações mensais para a estabilização.
  •     Terapia Fotodinâmica: é a injeção de uma substância na veia, ativada com a luz de laser, que é aplicada no fundo de olho.
  •     Fotocoagulação com laser: pode ser feito em lesões que não estão no centro da mácula.

A indicação de cada tratamento depende da avaliação médica com o oftalmologista.

Tratamento para DMRI seca

Para os pacientes com esta complicação dá-se ênfase ao aporte nutricional feito pelo uso de complexos multivitamínicos específicos, o aconselhamento em relação aos hábitos alimentares e orientação quanto à exposição solar.

As vitaminas antioxidantes das frutas e vegetais contribuem para a saúde dos olhos. A suplementação ajuda a garantir que o paciente está recebendo uma variedade de vitaminas.

Como tratar o tipo exsudativo

Para os indivíduos com a forma hemorrágica e mais grave da degeneração, existem medicamentos chamados de antiangiogênicos. Eles são específicos para tratar as hemorragias causadas pelos vasos sanguíneos que foram gerados embaixo da retina e que, progressivamente, danificam a visão.

 Segundo estudos publicados no American Journal of Ophthalmology, o medicamento reduz em 50% a cegueira decorrente da degeneração macular relacionada à idade no mundo em seis anos.

Ele é injetado diretamente no olho, na porção posterior, chamada de cavidade vítrea, por meio de técnica detalhada e sem dor.

Degeneração em ambos os olhos

Para pessoas com o problema em ambos os olhos, uma opção para melhorar a visão pode ser cirurgia para implante de uma lente telescópica em um olho.

Parecida com um pequeno tubo de plástico, ela está equipada com lentes que ampliam o campo de visão. O implante pode melhorar tanto a visão à distância quando de perto.

Não há cura para a doença

A DMRI ainda não conta com uma cura, apenas tratamento. Ou seja, existe a possibilidade de controle na fase aguda, mas os efeitos podem voltar a progredir.

Assim, o paciente precisa ser acompanhado por um oftalmologista de maneira constante para não possibilitar novas crises e à intensificação do quadro.

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Retinopatia diabética proliferativa e não proliferativa: entenda a diferença

Retinopatia diabética proliferativa e não proliferativa: entenda a diferença

Como consequência da diabetes, a retinopatia diabética afeta a visão do paciente e causa dificuldade para enxergar, moscas volantes, até mesmo pode deixar o paciente cego.

A doença se manifesta de duas formas: como Retinopatia diabética proliferativa e Retinopatia diabética não proliferativa. A não proliferativa ocorre primeiro. A proliferativa ocorre posteriormente e é mais grave.

Para entender melhor a diferença, listamos abaixo as principais características dos dois tipos.

Retinopatia Diabética Não Proliferativa (RDNP)

É a forma inicial e menos grave da doença. Pode provocar uma perda discreta e moderada da visão.

É detectada quando os vasos sanguíneos do fundo do olho estão danificados, causam hemorragia e vazamento de líquido na retina. Podem ser encontrados microaneurismas, pequenas dilatações vasculares, que causam pequenas saliências. Áreas da retina afetadas pelo derrame podem inchar, causando danos a áreas do campo de visão.

No início, os efeitos na visão podem ser mínimos, mas a visão pode piorar gradualmente. Podem surgir pontos cegos, embora o paciente não repare, sendo descobertos apenas através de exames.

Muitos pacientes, porém, manifestam a forma leve ou moderada e podem até não apresentar nenhum sintoma visual.

Proliferativa (RDP)

É a fase mais avançada da doença e apresenta grande risco de perda de visão. É caracterizada pelo aparecimento de novos vasos sanguíneos, também conhecidos como neovasos, na superfície da retina.

A principal causa da formação de neovasos é a oclusão dos vasos sanguíneos da retina, chamada isquemia, com impedimento do fluxo sanguíneo adequado.

Os neovasos são frágeis e não conseguem levar os nutrientes para o fundo do olho. Eles crescem ao longo da retina sem causar qualquer sintoma ou perda de visão. No entanto, podem romper e liberar sangue, provocando perda de visão severa e até mesmo cegueira.

Frequentemente, esses vasos são acompanhados de uma espécie de cicatriz (tecido cicatricial). A contração desse tecido pode levar a outra grave complicação chamada de descolamento da retina.

Os sintomas da proliferativa podem ser: visão embaçada, pontos flutuantes (manchas escuras) ou flashes de luz no campo de visão, e perda de visão repentina, grave e indolor.

Complicações

Entre as razões para a perda de visão na RDP estão complicações como:

  •     Hemorragia Vítrea: os vasos anormais sangram e causam embaçamento da visão;
  •     Descolamento da Retina Tracional: há formação de cicatrizes no vítreo e na retina que evoluem para o descolamento da retina;
  •     Descolamento da Retina Tracional e Regmatogênico: as cicatrizes causam um buraco na retina levando ao descolamento;
  •     Glaucoma Neovascular: os vasos anormais crescem e fazem a pressão do olho subir e machucar o nervo óptico, o que causa dor ocular.

Além dessas complicações, cerca de metade das pessoas com retinopatia diabética também desenvolvem o edema macular diabético. Ele é causado por acúmulo de líquido na mácula, e é a principal causa de cegueira nas pessoas com diabetes.

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Como prevenir a retinopatia diabética

Como prevenir a retinopatia diabética

Cerca de 75% das pessoas com diabetes são acometidas pela retinopatia diabética, doença que pode levar à cegueira.

A principal forma de evitar a complicação é manter o nível glicêmico sob controle. Isso significa: seguir o tratamento médico à risca, adotar hábitos de vida saudáveis, com alimentação equilibrada e prática regular de atividades físicas.

Além disso, visitas frequentes ao oftalmologista são fundamentais para detectar o problema logo no início e evitar danos permanentes à visão.

Quais as principais recomendações de prevenção?

Algumas atitudes principais para prevenir a doença são:

  •     Controle glicêmico rigoroso;
  •     Acompanhamento com clínico geral ou endocrinologista periodicamente;
  •     Exame oftalmológico, exame de fundo de olho – anualmente nos casos em que não houver retinopatia diabética, e trimestralmente ou mais frequentemente quando houver sinais.

Além disso, abandonar hábitos como cigarro e bebidas alcoólicas em excesso são fundamentais para controlar os níveis de glicemia dentro dos parâmetros considerados normais, evitando-se complicações e o surgimento de problemas, como a retinopatia.

Outras medidas também contribuem para a prevenção da retinopatia, como o uso de medicamentos necessários ao tratamento do diabetes e para pressão alta e colesterol elevado, caso o paciente sofra com esses problemas.

Rastreamento da retinopatia diabética

É possível realizar o rastreamento da doença, como possibilidade de controle e prevenção se for detectada e tratada a tempo. É feito por meio do exame do fundo do olho.

Neste exame são avaliadas as estruturas do fundo de olho, dando atenção ao nervo óptico, aos vasos da retina, e a retina propriamente. O princípio óptico consiste na projeção de luz, proveniente do oftalmoscópio, no interior do olho, e mediante a reflexão dessa luz na retina é possível observar essas estruturas.

O exame pode ser feito de duas maneiras: com o olho dilatado, em que é utilizado um colírio para dilatar a pupila e examiná-la diretamente com um aparelho chamado oftalmoscópio; ou por imagem digital da retina, em que são tiradas fotos da retina dos dois olhos através de uma câmera especial. Estes dois exames, além de outros, são realizados na clínica Centro da Visão em Curitiba, PR. 

http://www.centrodavisao.com.br

Quando começar a busca?

Tanto pacientes com diabetes tipo 1, quanto aqueles com tipo 2 devem ser submetidos ao exame de fundo de olho por um oftalmologista para rastreamento da retinopatia.

Nas pessoas com diabetes tipo 2, independentemente da idade, começa no momento do diagnóstico.

Já nos indivíduos com diabetes tipo 1, tem início de três a cinco anos após o diagnóstico. Crianças com este tipo de diabetes devem começar a partir dos 10 anos de idade se forem diabéticas a pelo menos três ou cinco anos. Após iniciado, a investigação o passa a ser feita pelo menos uma vez por ano.

Mulheres com diabetes tipo 1 ou 2 planejando gestar ou logo após a concepção, devem fazer o rastreamento da retinopatia diabética durante o primeiro trimestre da gestação e após, conforme orientação do oftalmologista.

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Glaucoma: diagnóstico e tratamento

Glaucoma: diagnóstico e tratamento

Infelizmente, o glaucoma é uma doença bastante comum e pode trazer prejuízos irreparáveis. Silenciosa, essa doença é crônica e não tem cura, mas o tratamento é capaz de acabar com qualquer possibilidade de cegueira.

A seguir, aprenda mais a respeito dessa condição, desde o diagnóstico até o tratamento. Veja só!

Como é feito o diagnóstico do glaucoma

Esse quadro é causado pelo aumento da pressão ocular, que, se não tratada, pode causar danos irreversíveis ao nervo óptico. Atualmente, o glaucoma é a doença responsável pelo maior número de pacientes cegos em todo o mundo.

Conforme já dito, essa doença é silenciosa. Isto é, os primeiros sintomas são tão sutis que a maioria dos pacientes nem percebe. Por esse motivo, a melhor forma de receber o diagnóstico precoce dessa patologia é frequentando o consultório de um oftalmologista regularmente.

O diagnóstico é feito a partir da medição da pressão ocular e também da realização de outros exames complementares. Apesar de crônica, trata-se de uma doença que pode ser tratada e controlada, evitando que a visão seja comprometida.

Há 4 diferentes tipos de glaucoma, e as causas do aparecimento da doença ainda não são totalmente compreendidas pelos cientistas. Mas sabe-se que pacientes que possuem casos na família estão mais sujeitos a apresentar o problema com o passar dos anos.

Na maioria dos casos, essa enfermidade surge após os 40 anos de idade, mas, em situações muito raras, também pode afetar adolescentes e até crianças. Algumas doenças e condições preexistentes também são consideradas como fatores de risco, como descolamento da retina, lesões ou tumores nos olhos, diabetes, pressão alta, pacientes cardíacos e até aqueles que sofrem de alteração na tireoide.

Como é feito o tratamento do glaucoma?

Apesar de ser bastante perigosa, essa doença tem tratamento simples e indolor. Após realizado o diagnóstico, o médico vai indicar ao paciente o uso de medicamentos com o intuito de controlar a pressão ocular.

O medicamento deve ser utilizado todos os dias, por toda a vida, evitando que o problema retorne. O tratamento pode ser feito tanto com o uso de colírios especiais, forma mais comum, quanto por pílulas. Dessa forma, é possível levar uma vida normal, sem correr risco de perda da visão.

Tanto a pílula quanto o colírio especial possuem poucos efeitos colaterais, e o paciente não percebe nenhuma alteração, se mantiver o tratamento conforme indicação médica. É preciso também manter visitas regulares ao oftalmologista e realizar exames de acompanhamento.

Além do tratamento feito com colírio especial, a doença pode ser tratada com cirurgia, indicada somente em casos específicos. O procedimento é realizado com o uso de laser e tem a finalidade de desobstruir o humor aquoso, permitindo a circulação normal dentro do olho.

Independentemente do método de tratamento indicado para o glaucoma, o mais importante é manter sempre as recomendações médicas e jamais deixar de visitar o consultório.

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Catarata: sintomas, causas e tratamentos

Catarata: sintomas, causas e tratamentos

Os olhos são uma das regiões mais sensíveis de todo o corpo, desempenhando uma importante função, a de conceder a visão aos indivíduos, mas, ao mesmo tempo, são suscetíveis a diversos tipos de problemas que podem comprometer o bom funcionamento deles, atrapalhando a capacidade de enxergar. Dentre esses problemas, um dos mais comuns e sérios é a catarata, que faz com que a visão dos pacientes fique embaçada devido à opacidade que afeta o cristalino, uma espécie de lente natural localizada nos olhos. Se não tratada, pode levar a consequências ainda mais graves, como a cegueira permanente.

Sintomas da catarata

O principal sintoma e o primeiro a ser percebido pelos pacientes que sofrem com esse problema é a visão embaçada ou enevoada. Ele faz com que a visão dos pacientes se assemelhe a olhar por uma vidraça embaçada.

Outro sintoma comum é a melhora da visão ao olhar de perto para um determinado ponto. No entanto, essa melhora se desfaz em pouco tempo, tornando novamente a visão embaçada.

As mudanças frequentes na prescrição de óculos são outro sintoma da evolução do quadro em questão, que faz com que seja necessária uma correção das lentes. Além disso, o ato de dirigir, especialmente durante a noite, torna-se impossível, com uma dificuldade ainda maior de se enxergar devido à luz dos faróis.

Todos esses sintomas, aliados ao desenvolvimento da doença, fazem com que as atividades cotidianas se tornem cada vez mais difíceis de serem realizadas, atrapalhando, assim, a vida das pessoas que têm o problema.

Causas da catarata

Essa alteração na visão acontece quando o cristalino, que funciona como uma lente natural para os olhos, torna-se turvo, de modo que a visão é afetada e consequentemente dificultada.

Isso, no entanto, pode acontecer por diversos fatores distintos. Um dos mais comuns para o desenvolvimento da catarata é o envelhecimento natural, que causa um desgaste do corpo devido à idade avançada.

Porém, a doença pode ainda ser o resultado de uma frequente e constante exposição aos raios solares, que geram um desgaste maior aos olhos. Da mesma forma, bronzeamentos artificiais podem causar a alteração, devido à exposição dos olhos à radiação ultravioleta.

Predisposições genéticas, como casos existentes na família, também podem fazer com que se tenham mais chances de desenvolvimento da condição, assim como doenças como a diabetes, o glaucoma ou a retinite pigmentosa.

Tratamento da catarata

O tratamento é feito por meio de um procedimento cirúrgico, no qual é retirada a lente turva localizada no interior dos olhos, essa é substituída por uma lente artificial, que corrige os problemas de visão.

Diferentemente do que acontecia no passado, atualmente, a cirurgia de catarata pode ser realizada já quando os primeiros sintomas se manifestam, evitando que a doença se desenvolva e gere maiores riscos para a visão do paciente, diminuindo, por exemplo, as chances de cegueira permanente.

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8 cuidados com os olhos na terceira idade

8 cuidados com os olhos na terceira idade

Os idosos são os principais atingidos pelos problemas de visão. A incidência de doenças nos olhos são mais comum na terceira idade, já que a medida que o corpo envelhece a visão também envelhece.

Com isso, é a partir da faixa etária dos 50 anos que doenças que afetam a visão surgem com mais frequência e, se não cuidadas, podem levar inclusive à cegueira.

Dentre as doenças oculares mais corriqueiras estão: vista cansada, chamada de presbiopia, catarata, glaucoma, retinopatia diabética e DMRI (Degeneração Macular Relacionada à idade).

Cuidados com os olhos

A principal recomendação para evitar esses problemas é tentar levar uma vida saudável, com uma boa alimentação e exercícios frequentes.

Também são importantes os seguintes cuidados para prevenir o surgimento ou o desenvolvimento dessas doenças comuns do envelhecimento.

  •    Consultar o oftalmologista periodicamente, para que seja sempre feita uma análise completa sobre todos os campos da visão que podem apresentar doenças;
  •    Manter uma alimentação saudável, rica em frutas, vegetais e peixes, com os mais variados tipos de vitaminas;
  •    Manter os olhos sempre protegidos dos raios solares, que podem causar danos à visão;
  •    Não esfregá-los com frequência, para não danificar a córnea e não acelerar a flacidez das pálpebras;
  •    Buscar ajuda médica o mais rápido possível ao primeiro sinal de vista cansada, embaçada, com efeitos semelhantes a estrelas, entre outros;
  •    Manter o tempo e a qualidade do sono, para descansar a visão;
  •    Descansar a vista de meios digitais como celulares, computadores e TV;
  •    Beber muita água, para manter a hidratação ocular.

A manutenção dos óculos pode ser uma atitude simples, mas que permite a melhora de algumas linhas de leitura, melhor identificação do rosto das pessoas e leitura de placas ao dirigir, por exemplo.

Situações para se evitar

  • Usar colírios sem orientação médica: Os colírios são considerados remédios e por isso não devem ser usados sem acompanhamento médico, pois possuem indicações específicas e também contraindicações. Além disso, o uso sem indicação médica pode não estar tratando a doença, acabando assim por mascarar os sintomas.
  • Usar óculos de grau de outra pessoa: Os óculos de grau são utensílios individuais, que não devem ser emprestado ou transmitidos para outras pessoas. Além disso, mesmo que pareçam que estão ajudando, acabam causando dores de cabeça, além de tonturas.
  • Usar óculos de sol de baixa qualidade: Os óculos de sol são essenciais para proteger a visão nos dias de sol, evitando o desenvolvimento de doenças oculares, ao mesmo tempo que conferem um maior conforto visual. Comprar óculos baratos e sem a devida proteção acabam expondo ainda mais a visão às radiações solares.

Por isso, para manter a saúde dos olhos o uso de óculos de sol ao ar livre é essencial, sendo necessário garantir que os óculos usados oferecem proteção contra os raios UVA, UVB e UVC.

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Diabetes em idosos: tudo sobre o tratamento dessa doença

Diabetes em idosos: tudo sobre o tratamento dessa doença

Nos últimos dez anos, os casos de diabetes cresceram 60% no Brasil. Dos portadores da doença, cerca de 14 milhões estão na terceira idade.

Quando bem controlada, ela não prejudica a qualidade de vida do paciente. Porém, se não houver o controle adequado, o diabético pode ter riscos de problemas na visão, nos pés e também nos rins, nervos e coração.

Por isso, o tratamento é muito necessário para controlar a hiperglicemia e sintomas associados, além de prevenir diversas complicações.

Tratamentos da diabetes em idosos

Não existe cura para este problema glicêmico, por isso tratar, e controlar a doença são fundamentais para manter uma boa qualidade de vida e retardar a progressão da doença e comorbidades como a degeneração macular.

É necessário seguir hábitos saudáveis, manter uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos. Além disso, a pessoa diabética deve fazer acompanhamento médico periódico, para tratar possíveis agravamentos ainda no início.

Também é importante evitar fatores de risco como o cigarro, o sedentarismo e a bebida alcoólica.

Tipo 1

Este tipo requer a utilização da insulina por via injetável diariamente para suprimento do organismo deste hormônio, que deixou de ser produzido pelo pâncreas.

A suspensão da medicação pode gerar cetoacidose diabética, distúrbio metabólico que pode trazer risco à vida.

 Tipo 2

Já o tipo 2 não é dependente da aplicação da insulina e pode receber controle pelos medicamentos administrados via oral. A doença não controlada pode acarretar coma hiperosmolar, complicação grave que pode ser mortal.

A dieta alimentar com equilíbrio é essencial para controlar este tipo. Diabéticos com o  tipo 2 devem limitar os açúcares presentes nos doces e carboidratos simples, como massas e pães.

O exercício físico também é bastante importante, pois ajuda a manter os níveis de açúcar no sangue controlados e também contribui para o emagrecimento. A musculação, por exemplo, é um exercício altamente recomendado para idosos.

Controle individualizado

Estudos recentes mostram que o tratamento individualizado da diabetes em idosos tem sido importante para o controle da doença, pois tem foco nas peculiaridades e no histórico de cada paciente.

O primeiro ponto a ser considerado para a individualização é a grande heterogeneidade que existe entre pessoas mais velhas. Há idosos de 80 anos que praticam esportes e, ao mesmo tempo, há outros da mesma idade que são acamados e dependentes de auxílio para atividades básicas.

O segundo ponto diz respeito à mudança na composição corporal de cada paciente e nas diversas funções dos órgãos, que têm impacto direto no efeito das medicações. As medicações para controle do problema podem gerar hipoglicemia e esses episódios podem ser extremamente perigosos, gerando quedas, fraturas e prejudicando a memória do paciente idoso.

Por isso, o tratamento de diabetes em idosos deve focar principalmente nas especificidades que eles apresentam, para então controlar a doença e retardar as possíveis complicações geradas por ela.

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