degeneração macular

Sintomas da degeneração macular relacionada à idade (DMRI)

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença degenerativa da retina que provoca a perda progressiva da visão central. Afeta a mácula, região central da retina usada para leitura, identificação de detalhes e de cores.

Anualmente, são registrados cerca de 3 milhões de casos no Brasil. Na fase inicial, ela não apresenta sintomas para o paciente. Depois de certo estágio aparecem os primeiros sinais, como a visão turva.

Sintomas da degeneração macular

Pessoas com o problema notam um embaçamento da visão central.

O paciente vê, por exemplo, o rosto de uma pessoa que esteja próxima sem conseguir distinguir os detalhes dos olhos ou da boca. Além disso, as linhas retas podem aparecer distorcidas ou deformadas.

Outros sintomas são a distorção no centro de uma paisagem, esmaecimento das cores, a percepção de uma área escura ou vazia na parte central da visão e a alteração do tamanho dos objetos em relação ao olho sadio.

Na maioria dos casos, se um olho apresenta o processo degenerativo, o outro irá desenvolver a doença. A extensão da perda da visão central varia, dependendo se DMRI é seca ou úmida.

Também é comum ressecamento dos olhos ou vasos sanguíneos novos e anormais.

Diagnóstico da degeneração macular relacionada à idade

Na fase inicial, não apresenta sintomas para o paciente, por isso é importante o acompanhamento de um oftalmologista. O diagnóstico precoce é fator determinante para o sucesso do tratamento.

O médico pode detectar a degeneração no estágio inicial durante uma consulta de rotina. Geralmente, em exames de fundo de olho é possível identificar a presença de drusas (espécie de “cristais” no fundo do olho), que são um forte indicativo da presença da doença.

Se, ao examinar a parte interna do olho, houver indícios da complicação, o especialista poderá realizar os seguintes exames adicionais:

  • Campimetria Computadorizada: exame que possibilita mapear o campo visual do paciente. O mapa obtido permite a identificação de diversas alterações visuais causadas pela doença;
  • Angiofluoresceinografia: exame em que por meio de um corante injetável administrado ao paciente torna-se possível identificar anormalidades na retina e realizar fotografias que ajudarão a prescrever o tratamento;
  • Tomografia de Coerência Óptica (OCT): produz imagens com alto grau de detalhes da retina.
  • Angio-OCT (OCTA): novíssimo exame de angiografia por infravermelho, sem necessidade de uso de contraste.

 

Teste de Amsler

Junto com exames regulares feitos por um oftalmologista, os pacientes com DMRI podem acompanhar e avaliar a própria visão utilizando um dispositivo de teste simples conhecido como Tela de Amsler.

Ele consiste em um gráfico com linhas paralelas e perpendiculares, que se parece com uma folha de papel milimetrado. Concentrando a visão em um ponto marcado no meio da grade, é fácil de detectar visão turva ou distorcida.

Porém, a Tela de Amsler não é um substituto para o diagnóstico médico, pois ela não permite que se verifiquem outros possíveis sintomas da degeneração macular relacionada à idade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como oftalmologista em Curitiba!

Comentários
Dr. Fabio Sabbag

Posted by Dr. Fabio Sabbag

Deixe uma resposta